Cistos dorsais (mais comuns)

Cirurgia se inicia com um corte transversal de 3 a 5cm, a depender do tamanho do cisto, no dorso do punho acometido. Afasta-se a gordura subcutânea, e os tendões extensores que passam na região. É realizada abertura da capsula articular e o cisto é então exposto até a sua origem dentro da articulação do punho, usualmente próximo ao ligamento escafosemilunar. Realiza-se então sua completa retirada e encaminha-se o material para estudo no microscópio e confirmação diagnóstica. Prossegue-se então a sutura do tecido subcutâneo e da pele. A capsula não é suturada para evitar rigidez do punho. O processo de cicatrização da capsula articular envolve formação de tecido fibroso que pode causar rigidez no punho. Essa é a principal complicação dessa cirurgia e deve ser combatida logo nos primeiros dias o procedimento, com exercícios de movimento do punho e fisioterapia.

Cistos volares

Nestes casos a cirurgia se inicia com um corte longitudinal extensível ao túnel do carpo se necessário de 3 a 5cm, a depender do tamanho do cisto, na região volar do punho como na foto. Neste caso a estrutura em íntimo contato com o cisto é a artéria radial e deve ser bem visualizada e afastada. É realizada abertura da capsula articular e o cisto é então exposto até a sua origem dentro da articulação do punho. Realiza-se então sua completa retirada e encaminha-se o material para estudo no microscópio e confirmação diagnóstica, como no caso dos cistos dorsais. Prossegue-se então a sutura do tecido subcutâneo e da pele. A capsula novamente não é suturada para evitar rigidez do punho. Entretanto, esta complicação é menos comum que nas cirurgias para retirada dos cistos dorsais.

Quais são os principais riscos da cirurgia?
  • Recidiva. Retorno do cisto. Essa complicação é relativamente frequente e normalmente decorre de uma retirada incompleta ou superficial. Pode ser necessária uma nova cirurgia em alguns casos
  • Rigidez. Complicação mais comum do procedimento devido a ressecção de parte da cápsula articular e do processo cicatricial. A fisioterapia neste caso é muito importante para sua prevenção
  • Infecção. Esta complicação pode ocorrer em qualquer procedimento cirúrgico. Nesta cirurgia especificamente o risco é menor que 1%, ou seja, a cada 1000 pessoas que fazem a cirurgia menos de 10 apresentam esta complicação. Caso ocorra, a maioria das vezes é resolvida com antibióticos orais, sem necessidade de nova cirurgia.
  • Lesão neurovascular. Durante a cirurgia dorsal e volar os ramos do nervo sensitivo radial podem ser lesados levando a cicatrizes dolorosas. No caso dos cistos volares a artéria radial pode ser lesada levando a sangramentos.  Nem sempre isso ocorre por erro médico, algumas pessoas possuem variações da anatomia, ou outras doenças que alteram a localização das estruturas. Contudo, quando realizada cuidadosamente por profissional treinado na área sua ocorrencia é rara (menos de 0,1% das cirurgias)
  • Riscos da anestesia. Neste caso o risco é muito baixo devido ao pequeno porte da cirurgia. Normalmente a anestesia é local com uma sedação (remedio para relaxar e dormir), sem necessidade de intubação.
  • Cicatriz dolorosa. Incidência em torno de 2%. Pode resolver com massagem cicatricial ou espontaneamente. Em alguns casos, pode se desenvolver uma síndrome dolorosa complexa. Nesse caso, deve ser tratado com fisioterapia e medicações. É três vezes mais comum em mulheres.
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E o pós operatório?

Nos primeiros dois dias é feito um curativo alcochoado, mais volumoso para conforto, e em alguns casos pode ser optado por uma tala gessada. Deve-se evitar o uso das mãos, e mantê-la elevada na altura do coração. São utilizados medicamentos analgésicos de horário para evitar dor.

A partir do terceiro dia pode ser trocado o curativo por um menor e são iniciados movimentos dos dedos e punho para evitar rigidez de acordo com a dor do paciente. Clique aqui para conhecer os exercícios (Six-pack). A fisioterapia neste tipo de cirurgia está sempre indicada. O medicamento para dor deixa de ser usado de horário e é utilizado somente sob demanda. Pode ser iniciado o uso da mão para atividades leves, contanto que não cause desconforto. A mão pode ser lavada no banho, secada e trocado o curativo.

No momento que a ferida operatória está seca, sem saída de secreção, os germes não conseguem penetrar na ferida, portanto, não é necessário curativo. Mas deve ser mantida sempre limpa. Normalmente no 15˚ dia são retirados os pontos. Retorno ao trabalho depende da evolução e do tipo de trabalho desempenhado. Lembrando que esta evolução ocorre para maioria dos pacientes, mas cada pessoa é diferente e essas orientações podem mudar de acordo com a evolução do caso. Portanto, siga sempre as orientações do seu médico.

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